Jair A. Pauletto
O Singular do Plural
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Textos

Imprevistos.

 
O comércio nos faz lembrar, por mais desligados que possamos estar, que após o feriado de 15 de novembro as atenções voltem para as preparações do Natal e Ano Novo. Nessa época toda a organização torna-se necessária, e assim mesmo é muito provável que alguma coisa fuja da programação e nos exija improvisação e flexibilidade para contornar a situação.
Na verdade, flexibilidade e capacidade de improvisação é fundamental em muitos momentos da vida. Aliás, é uma realidade quase que constante na vida de qualquer ser humano, um exercício de vida que nos obriga muitas vezes recorrer a adaptações rápidas. Esse processo de enfrentar os imprevistos do cotidiano nos faz evoluir, algo parecido com a teoria da evolução, ou seja, é a nossa capacidade de lidar com o inesperado e nos adaptar a essas situações que nos torna mais fortes e capazes.
Quando criança, de forma inconsciente, aprende-se que cada ação corresponde uma reação, um fenômeno que a física se encarrega de nos explicitar após ingressarmos na escola. No passar dos anos a grande maioria das pessoas já começa a entender perfeitamente a lei da física, comprovam seus conhecimentos nos testes de avaliação, passam para a série seguinte, concluem cursos, mestrados, doutorados, porém esquecem que esse princípio tão conhecido na física permanece e atua no nosso dia a dia.
É fundamental perceber que a mesma lei que rege as coisas físicas funciona para nossos pensamentos e atitudes. Alguns até admitem conhecer e acreditar neste principio, no entanto, ignoram sua ação quando estão diante de um acontecimento indesejado e principalmente em um imprevisto. Ao deparar-se com um desvio no caminho traçado ou nas tarefas e afazeres do dia o comportamento mais comum é da não aceitação, desanimam, revoltam-se e não raro acontece o desequilíbrio emocional. Não perceber que esses imprevistos são exercícios para o crescimento pessoal é extremamente danoso ao crescimento pessoal.Ignorar as leis universais de ação e reação que regem a vida é rejeitar o auxilio Divino de nos proporcionar os desafios necessários a nosso aprendizado. De nada serve a inteligência para compreender as leis que sustentam a organização do universo se não tivermos a capacidade de perceber que essas leis são as mesmas que respondem pelos nossos atos.
Os imprevistos que tanto abalam o comportamento e o equilíbrio emocional de muitas pessoas não podem ser motivo de revolta, pelo contrário, devem ser vistos como oportunidades de crescimento, um programa de exercícios específicos para o nosso fortalecimento e amadurecimento pessoal. Não aceitar ou mesmo revoltar-se com os imprevistos considerando-os castigos é contentar-se com a estagnação, pois desperdiçar a oportunidade de crescimento é retroceder. O que realmente tem valor para o espírito humano é o bem que agregamos na caminhada evolutiva. Ignorar as oportunidades de crescimento vindas dos desafios diários é negar a ação do princípio divino que tudo faz para nosso desenvolvimento.
As oportunidades disfarçadas de dificuldades nos são disponibilizadas com a frequência que as necessitamos, são essas oportunidades que fazem com que as dificuldades se repitam com uma rapidez cada vez maior. Ignorar o aprendizado e ver os desafios repetirem-se é prova do funcionamento da lei de ação e reação em nossas vidas. É intrigante ver que mesmo com certos fatos se repetindo, as pessoas não admitem serem responsáveis pelos próprios acontecimentos, preferem assumir o papel de vítima.
A organização pessoal necessita de atenção sob pena de não conseguirmos alcançar objetivos e até mesmo de conseguir traçá-los, portanto deve ser motivo de atenção e dedicação, mas exige flexibilidade diante de imprevistos. A capacidade de se adaptar as situações inesperadas é fundamental, mas o mais importante é reagir de forma produtiva, aceitando o desafio e empenhar-se para superá-lo, uma vez que o não enfrentamento irá causar sua repetição. O crescimento pessoal não é determinado por uma prova específica como as de avaliação de conhecimentos feitas pelas instituições de ensino, mas pelo desenvolvimento individual e consequentemente pela nossa contribuição em melhorar o mundo.
Muitos chegarão no final do ano queixando-se dos inúmeros imprevistos atribuído-os a culpa pela falta da “lembrancinha” do fulano, pela conta atrasada e principalmente pelos objetivos não alcançados ou pelos sonhos não realizados, enfim por todas as frustrações do ano. Conseguem enumerar cada um dos acontecimentos com precisão e detalhes, no entanto não percebem que são repetições que precisam ser assimiladas e superadas. Entretanto, existe um pequeno grupo que vê o ano chegar ao fim sem frustrações, não por não terem realizado todos os seus sonhos, alcançado todos os objetivos, mas por terem aproveitado os aprendizados e, portanto, conseguem sentirem-se vencedores. Essas pessoas também tiveram seus imprevistos, muitos sequer foram resolvidos adequadamente, contudo não atribuíram aos desvios de percurso a responsabilidade pelo insucesso. Embora sejamos regidos pelas mesmas leis a nossa atitude pessoal é que nos conduzirá a resultados diferentes. Pense nisso! Boa semana.

Jaìr A Paùlétto
Enviado por Jaìr A Paùlétto em 18/11/2010
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