No peito, um inverno silencioso;
na mente, vulcões acordados.
E à frente,
o céu se dobra em nuvens escuras,
como se os deuses
preparassem a dança da tempestade.
Mas a chuva não veio como guerra —
veio como bênção,
lavando a poeira dos dias,
abrindo clareiras de sol na alma.
E ali, entre arco-íris e silêncio,
encontrei teu olhar:
o verão que faltava
para o meu mundo florescer.