Teu olhar chega vestido de acaso,
mas eu reconheço um incêndio
mesmo quando ele vem
pedir um copo d’água.
Você diz meu nome
como quem sabe
exatamente onde
o silêncio tem botões.
Tua boca propõe um acordo.
Minha razão pede os termos.
Você sorri,
e eu assino sem ler.
Chamam isso de química.
Eu prefiro premeditação:
ninguém beija desse jeito
por compromisso com a ciência.